Quase todo processo recebe apenas o relatório UFDR e trata isso como se fosse a extração inteira. Não é. UFD, UFDX e o ZIP existem antes do relatório, e é neles que mora a integralidade da prova.
A Cellebrite separa logs, extração e relatório. Cada um responde a uma pergunta diferente quando o questionamento técnico vai para os autos.
Registra como a ferramenta operou no aparelho. Perfil aplicado, decodificadores ativados, etapas executadas durante o processo.
Complementa o UFD com metadados de processamento. Permite reconstruir a sequência exata da operação no laboratório.
O conteúdo bruto extraído do dispositivo. Onde estão os dados intactos, antes de qualquer filtro ou tratamento da ferramenta.
Versão filtrada e legível, gerada para juntada nos autos. Mostra apenas o que a ferramenta exibiu sob os filtros do operador.
O cartório recebe apenas o relatório processado. A defesa lê uma curadoria do material. Tudo o que ficou de fora dos filtros aplicados pelo operador permanece invisível.
A defesa requisita os logs, a extração completa e o relatório. Auditoria cruzada revela o que foi filtrado, o que foi omitido e o que pode ter sido alterado durante o processamento.
Estudo de caso completo sobre o fluxo Cellebrite: UFED, Physical Analyzer e os quatro arquivos gerados em cada extração.
Doze minutos sobre o que a defesa precisa entender antes de aceitar uma extração como prova consolidada nos autos.
Por muitos anos, vi advogados brilhantes perderem causas não por falta de argumentos, mas por falta de acesso à verdade escondida nos arquivos digitais. E foi ali que entendi meu propósito: traduzir a linguagem das máquinas em estratégias que libertam.
Sou Joaquim Neto, perito digital, mentor de advogados e criador da primeira comunidade de provas digitais para advogados.
Depois de anos mergulhado em investigações, certificações e análises forenses, dedico minha vida à análise de provas técnicas que potencializam o trabalho de advogados e fortalecem teses jurídicas capazes de virar um processo.
Hoje, ajudo advogados a descobrir o que a acusação não quer que eles vejam: os detalhes invisíveis que fazem toda a diferença entre uma condenação e uma absolvição.
Porque, no fim, a justiça depende daquilo que é possível provar e da forma certa de provar.